Wpłynąłem na suchego przestwór oceanu,
Wóz nurza się w zieloność i jak łódka brodzi;
Śród fali łąk szumiących, śród kwiatów powodzi,
Omijam koralowe ostrowy burzanu.
Już mrok zapada, nigdzie drogi ni kurhanu,
Patrzę w niebo, gwiazd szukam, przewodniczek łodzi;
Tam z dala błyszczy obłok? tam jutrzenka wschodzi?
To błyszczy Dniestr, to weszła lampa Akermanu.
Stójmy! - Jak cicho! - słyszę ciągnące żurawie,
Których by nie dościgły źrenice sokoła;
Słyszę, kędy się motyl kołysa na trawie,
Kędy wąż śliską piersią dotyka się zioła.
W takiej ciszy tak ucho natężam ciekawie,
Że słyszałbym głos z Litwy. - Jedźmy! nikt nie woła!
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Adam Mickiewicz Stepy akermańskie; as quoted in:
Ingarden, Roman (2000): Szkice z filozofii literatury. Cracow: Znak.
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Greve: Lixo, hospitais, escolas e transportes mais afectados

Greve geral convocada pela CGTP tem níveis de adesão diferenciados nos vários sectores de actividade, sendo mais visíveis na recolha do lixo, nas consultas hospitalares, nas escolas e nos transportes.
Segundo dados actualizados da CGTP, a adesão dos trabalhadores no sector da saúde oscila entre os 80 e os 100 por cento durante o período da noite e início da madrugada.
Deolinda Machado, da Comissão Executiva da CGTP, revelou que em muitas Câmaras municipais do país a paralisação é total, estando também a ser afectadas as recolhas de lixo.
Na área da Educação ainda não há dados sindicais ou oficiais disponíveis, mas Mário Nogueira, dirigente da Fenprof (Federação Nacional dos Professores) na área de Lisboa estão encerradas algumas das principais escolas, nomeadamente as secundárias Passos Manuel, Padre António Vieira e Pedro Nunes.
«São para já indicadores de uma greve elevada», referiu à Lusa o dirigente, adiantando contudo que as escolas podem estar fechadas por falta de professores ou por falta de funcionários.
No Metro e na Transtejoos trabalhadores do Metro e Transtejo não estão a cumprir os serviços mínimos, paralisando a actividade naquelas empresas de transportes, mas CP, Carris e Soflusa estão a funcionar quase normalmente, segundo informações recolhidas pela Lusa junto daqueles operadores.
No Metropolitano os trabalhadores recusaram cumprir os serviços mínimos, segundo fonte da empresa, pelo que todas as operações estão suspensas desde as 00:00 de hoje.
Prevista como serviço mínimo, não há circulação até agora nas linhas Amarela (Odivelas-Rato) e Azul (Amadora-Baixa/Chiado).
Nas ligações fluviais asseguradas pela Soflusa estão a ser cumpridos os serviços mínimos, mas o mesmo não acontece na Transtejo (Belém e Cais do Sodré para Cacilhas, Trafaria e Seixal).
A CP, que durante a madrugada registou «perturbações», anunciou ao princípio da manhã a normalização da circulação nas linhas do Douro e do Vouga, continuando a efectuar-se as ligações previstas nas restantes linhas regionais, bem como os comboios de longo curso.
Na Carris a empresa anuncia níveis «muito baixos» de adesão à greve, com a quase totalidade dos autocarros e eléctricos nas ruas.
A rede do Metro do Porto está hoje a trabalhar «muito condicionada», apenas com cerca de 50 por cento da capacidade, devido a um conjunto de alegados actos de sabotagem ocorridos durante a madrugada, disse fonte da empresa.
«A situação está muito condicionada em toda a rede, especialmente devido a problemas técnicos com a sinalização, que não têm nada a ver com a greve geral convocada para hoje», frisou à Lusa a mesma fonte.
Os problemas que se fazem sentir hoje de manhã resultam de «actos de vandalismo ocorridos durante a madrugada, com fortes indícios de sabotagem para deixar o sistema inoperacional», referiu.
A CGTP marcou a greve geral de hoje para exigir uma mudança de rumo para as políticas económicas e sociais de modo a garantir aos portugueses melhores condições de vida e de trabalho.
text by Lusa; Diário Digital; from www.sapo.pt
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